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Dos jornais sindicais para o mundo. A charge na web sindical
Posted on outubro 9th, 2008 No commentsMárcio Baraldi é um cartunista das antigas. Mas que está em sintonia com a internet. Não é à toa que seu trabalho tem bons índices de audiência nos sites dos sindicatos que publicam o seu trabalho. Além do movimento sindical, Baraldi também atua no mundo do rock, com personagens como Roko-Loko e
Adrina-Lina. Abaixo, a entrevista com o cartunista sobre charges sindicais na internet.
Sindcom – Quantos personagens sindicais você já criou em sua carreira?
Márcio Baraldi – Vários. Comecei minha carreira no sindicato dos Químicos do ABC, onde criei os personagens Zé Ácido, Maria Vitamina e Caveirinha, que são muito queridos na categoria química, e os desenho até hoje. Já lancei dois livros com charges deles: “A fórmula do Riso” e “Ideologia: Eu quero uma pra viver!”. O Caveirinha é um esqueleto que representa o trabalhador vítima de acidente de trabalho e serve para criticar a insalubridade do setor químico.
No Sindicato dos Bancários de São Paulo, eu faço o casal Euriko e Ritalinda, que são politizados e participam de todas as atividades do sindicato, inclusive de lazer. Não perdem uma assembléia nem uma festa no Café ou na Quadra.Também faço o doutor Cicólo para o Sindicato dos médicos; dra. Electra , para os psicólogos; Pascoal, o fiscal, para os fiscais; Adamastor, o procurador, para os procuradores; Diretorzim e Iraildo Bravo para os diretores de escola; e também faço personagens para os metroviários, bancários do ABC, servidores da saúde… Enfim, é uma família beeeeeeeem grande!
Sindcom – Para quantos sindicatos você já desenhou?
MB – Para todos os que citei acima. E se somarmos todos os que já desenhei em outras ocasiões e épocas deve dar uns cinquenta.Sindcom – Seus trabalhos estão acessíveis na internet ou apenas nos jornais das entidades?
MB – Em alguns casos estão tanto nos jornais quanto no site da entidade. Em outros só nos jornais.Sindcom – Você já fez algum trabalho exclusivo para a internet?
MB – Na verdade todas as charges e quadrinhos que eu fiz ou faço acabam sendo aproveitáveis em ambos os veículos.Sindcom – Que tipo de trabalho você considera viável para que seja divulgado exclusivamente pela internet? O link está disponível?
MB – As animações. A internet é perfeita para elas.Sindcom – O que você acha que falta para as charges chegaram à web no mundo sindical? Você acha que tem espaço para isso?
MB – Lógico. Tanto é que eu já faço minha parte há muitos anos.Tenho seção de charges no site dos Bancários de São Paulo e Químicos do ABC, que têm milhares de acessos por mês e atingem pessoas não apenas daquelas categorias profissionais, mas do planeta inteiro. E por falar nisso,visitem meu site pessoal que tem muita coisa bacana lá também: www.marciobaraldi.com.br -
Quem procura por sindicatos
Posted on setembro 22nd, 2008 No commentsAproveitei o excelente post do Imezzo sobre as palavras que os brasileiros mais digitam no Google para pesquisar, quais categorias mais aparecem. A base vem do Google Insights, com dados a partir de 2004 até os dias de hoje.
Em primeiro lugar aparece o “Sindicato Comercio”, seguido por “Sindicato dos Trabalhadores”, “Sindicato Bancários”, Sindicato dos Empregados”, “Sindicato do comercio”, “Sindicato dos bancarios”, “Sindicatos”, “Sindicato metalurgicos”, “Sindicato Jornalistas”, “Sindicato dos professores”. Uma característica de quem busca informação sobre os sindicatos: no sistema de busca do Google a palavra é sempre digitada sem acento.
Também é possível analisar de quais estados parte a busca. Em “Sindicato Comercio”, a maior parte vem, pela ordem de São Paulo, Paraná, Santa Catarina. Quem o procura, ainda digita “sindicato empregados comercio”, “sindicato dos empregados”, por exemplo.
Ao digitar no Google “sindicato comercio”, o primeiro a aparecer é o Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP), que cuja categoria está em campanha salarial neste momento. Abaixo, aparece o Sindicato dos lojistas do Comércio de São Paulo, um sindicato patronal.
Para finalizar: o que é mais impressionante nesta comparação é perceber que dos 10 maiores índices, 3 são relacionados ao geral (”dos trabalhadores”, “dos empregados” ou simplesmente “sindicatos”). Outros quatro estão ligados às categorias “comerciários” e “bancários”. Falta, portanto, associar à palavra sindicato à categoria em questão. Isso serve de exemplo para os químicos ou metroviários, em que a busca por estas páginas é muito baixa.



