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São Paulo vive no caos
Posted on outubro 17th, 2008 No commentsEm São Paulo, 14h. Clima quente, abafado. Trânsito parado, lento. E parece que todo mundo está em greve. Bancários, policiais e os defensores públicos, ou seja, um caos. Após a pancadaria que houve na quinta entre os policiais o que se vê na cidade é a falta de diálogo do governador José Serra. Nada mais do que isso. Exceto os bancários, policiais e a defensoria travam uma disputa por melhores condições salariais e de trabalho.
As manchetes dos jornais e os sites ainda ecoam o que aconteceu na praça de guerra no Morumbi. No entanto, algo tão importante quanto passa desapercebido: a paralisação da defensoria pública. A paralisação pela conscientização é excelente.
Há quatro meses a Associação Paulista de Defensores Públicos (Apadep) vem aguardando a boa vontade do governador em dois projetos: equiparação salarial com outras carreiras do judiciário e aumento do quadro de defensores. Hoje, a um defensor para cada 58 mil potenciais cidadãos que podem precisar do serviço.
Não vou nem entrar no mérito sobre o que eles reivindicam. Quero falar de comunicação. A começar pelo site da categoria, o http://www.apadep.org.br, ou clique aqui para ir direto. Tem tudo o que você precisa saber sobre o trabalho da defensoria e que pouca gente sabe como se informar pelo site do governo do Estado. Tem também a legislação e o contato de todas as defensorias públicas do país.
Entretanto, ao falar da paralisação de uma semana, há pouca informação. A última, uma nota de contestação à Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo. O quente da paralisação está mesmo no blog que a associação mantém, o http://paralisacaodadefensoriasp.blogspot.com, clique aqui para ir direto.
Ali o jornalista pode encontrar várias informações sobre o que acontece com a categoria. Acompanhar quem apóia o movimento, são mais de 100 entidade e figuras importantes do meio jurídico como Hélio Bicudo ou Márcio Thomaz Bastos. Vale a pena entrar e conferir.
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A comunicação sindical na greve da polícia
Posted on outubro 17th, 2008 No commentsApós o fechamento da revista fica mais fácil para escrever. Sei que prometi um post sobre os RSS, mas antes dele vamos ver como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical trataram da greve em seus sites. O governador José Serra responsabilizou diretamente as duas entidades pelo ocorrido. Será?
foto: Caco Argemi/Seeb-PoaNo site da CUT o tema é manchete, claro. Com o título “Bombas, cavalaria, tiros e feridos à bala”, a entidade condena os dois tumultos que ocorreram nesta quinta-feira, dia 16 de outubro: em São Paulo e em Porto Alegre. Sim, em Porto Alegre a polícia bateu firme nos bancários.
“Ao transformarem a Polícia Militar em guarda pretoriana de seus desgovernos, os tucanos José Serra e Yeda Crusius quase provocaram a morte de pais e mães de família que protestavam contra a intransigência e defendiam o atendimento as suas reivindicações”, diz o texto no site da CUT assinado por Leonardo Severo e Paula Brandão, clique aqui.
No site da Força Sindical, o destaque é o Paulinho, seu presidente e deputado federal. Claro que a página fala sobre o ocorrido em São Paulo, mas não há o destaque merecido na parte “nobre” da página. Diz a nota oficial: “Os dirigentes das seis centrais sindicais presentes ao ato ficaram indignados com a brutalidade da Polícia Militar contra os servidores. É intolerável que um governador eleito democraticamente utilize métodos truculentos contra servidores em luta. Demandamos que o Governo do Estado retome o caminho da negociação e atenda as justas reivindicações dos policiais civis, pois valorizar a função e a carreira do policial é parte fundamental de uma política de segurança pública democrática e eficiente.” Veja aqui.
Porto Alegre – No site dos Bancários de Porto Alegre nem parece que houve qualquer tipo de agressão à categoria. O assunto, simplesmente não está na manchete. Claro que os bancários continuam em greve em todo o país, mas seria fundamental mostrar o que houve na quinta? Não poderia ter um texto amarrando o que aconteceu no país e em especial na capital gaúcha? Quer ler o que aconteceu, clique aqui.
Nesta sexta eles prometem um ato público contra a violência em frente à agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, no centro.



