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Acompanhe a greve dos petroleiros
Posted on março 26th, 2009 No commentsOs petroleiros estão em campanha salarial e nesta quinta completam quatro dias de greves. O estudando de jornalismo que se interessa pelo movimento sindical pode acompanhar as notícias pela FUP, que é a Federação Única dos Petroleiros, criada em 1993 e filiada à CUT.
Atualmente são 13 sindicatos filiados à entidade, que representa mais de 150 mil trabalhadores de empresas do setor petrolífero no Brasil.
O site da FUP é www.fup.org.br ou clique na foto acima para ir direto.
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ABC da greve
Posted on novembro 12th, 2008 No commentsUm bom documentário para relembrar o que foi o movimento grevista no ABC no final dos anos 1970. Finalmente, após anos de espera, saiu em DVD o filme ABC da Greve, de Leon Hirszman, e com a narração de Ferreira Gullar.
O texto abaixo é da sinopse divulgada pela Videolar, que distribui o DVD:

“Filmado no final dos anos 70 quando eclodiu um intenso movimento grevista nas cidades industriais em torno de São Paulo, serviu como laboratório de preparação para Eles Não Usam Black-Tie, que Leon rodaria em seguida. Sua edição final só foi concluída em 1990 pelo fotógrafo e montador do filme, Adriano Cooper, por iniciativa da Cinemateca Brasileira. Faixa Etária: Recomendado para Maiores de 10 Anos.”
O boxe traz ainda o filme “Eles Não Usam Black-Tie” e outros documentários do diretor.
Abaixo, veja um vídeo sobre o trabalho de restauração do filme, retirado do You Tube:
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A comunicação sindical na greve da polícia
Posted on outubro 17th, 2008 No commentsApós o fechamento da revista fica mais fácil para escrever. Sei que prometi um post sobre os RSS, mas antes dele vamos ver como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical trataram da greve em seus sites. O governador José Serra responsabilizou diretamente as duas entidades pelo ocorrido. Será?
foto: Caco Argemi/Seeb-PoaNo site da CUT o tema é manchete, claro. Com o título “Bombas, cavalaria, tiros e feridos à bala”, a entidade condena os dois tumultos que ocorreram nesta quinta-feira, dia 16 de outubro: em São Paulo e em Porto Alegre. Sim, em Porto Alegre a polícia bateu firme nos bancários.
“Ao transformarem a Polícia Militar em guarda pretoriana de seus desgovernos, os tucanos José Serra e Yeda Crusius quase provocaram a morte de pais e mães de família que protestavam contra a intransigência e defendiam o atendimento as suas reivindicações”, diz o texto no site da CUT assinado por Leonardo Severo e Paula Brandão, clique aqui.
No site da Força Sindical, o destaque é o Paulinho, seu presidente e deputado federal. Claro que a página fala sobre o ocorrido em São Paulo, mas não há o destaque merecido na parte “nobre” da página. Diz a nota oficial: “Os dirigentes das seis centrais sindicais presentes ao ato ficaram indignados com a brutalidade da Polícia Militar contra os servidores. É intolerável que um governador eleito democraticamente utilize métodos truculentos contra servidores em luta. Demandamos que o Governo do Estado retome o caminho da negociação e atenda as justas reivindicações dos policiais civis, pois valorizar a função e a carreira do policial é parte fundamental de uma política de segurança pública democrática e eficiente.” Veja aqui.
Porto Alegre – No site dos Bancários de Porto Alegre nem parece que houve qualquer tipo de agressão à categoria. O assunto, simplesmente não está na manchete. Claro que os bancários continuam em greve em todo o país, mas seria fundamental mostrar o que houve na quinta? Não poderia ter um texto amarrando o que aconteceu no país e em especial na capital gaúcha? Quer ler o que aconteceu, clique aqui.
Nesta sexta eles prometem um ato público contra a violência em frente à agência Central do Banrisul, na Praça da Alfândega, no centro.
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Bancários em greve. Metalúrgicos também. E a cobertura é online?
Posted on outubro 8th, 2008 No commentsDuas greves movimentam, ou melhor, param São Paulo nesta quarta-feira. Para falar a verdade, a dos bancários, o país inteiro. A dos metalúrgicos, a capital e Mogi das Cruzes. Mas vamos ao que interessa: como os site das entidades tratam da greve e da campanha salarial.
Primeiro os bancários. O site da Contraf-CUT disponibiliza um quadro nacional da greve. E uma lista de notícias que tem tudo para crescer ao longo do dia. É a greve nas ruas e a cobertura online.
Já o site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vai além e apresenta em uma página especial tudo sobre a campanha salarial. Na capa, logo na manchete apresenta um balanço do dia (até as 14h), aponta os motivos para a paralisação e as reivindicações.
Se você é jornalista e está cobrindo os dois movimentos, qual escolher? Bom, eu certamente iria escolher o movimento bancário. Em poucos cliques é possível saber quais são as propostas e o que está acontecendo no Brasil inteiro.
Já o site do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo fala da greve, aponta os locais paralisados, mas deixa a desejar quando fala sobre a participação do Sindicato na greve e suas reivindicações. E o que é pior tem ainda informações do dia anterior na capa.
Moral da história - Para um jornalista que não acompanha de perto o movimento sindical é difícil entender o que significa as reivindicações de cada categoria. Neste quesito, ponto para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que em uma pequena tabela (abaixo) mostra as reivindicações e poupa o tempo de jornalistas, ainda mais para quem trabalha na web.
E um balanço das duas greves nos portais. UOL, Terra e IG dão destaque à greve dos bancários em suas páginas principais. A dos metalúrgicos, apenas uma delas.
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Os portais e o sindicalismo
Posted on setembro 25th, 2008 No commentsA palavra “trabalho” e todo o seu conteúdo é tratado como subproduto nos portais brasileiros, como o UOL, IG ou Terra. Claro que a palavra em si traz diferentes conotações. Para o mundo sindical significa uma coisa, para um desempregado, outra.
Seja como for, os portais citados acima não possuem uma forma clara de categorizar o que o mundo sindical produz como informação. Quer um exemplo: a categoria bancária está em campanha salarial. Na terça, dia 24/09, recusaram uma proposta de reajuste e no dia seguinte, quarta, fizeram uma grande atividade em São Paulo, na avenida Paulista (leia mais aqui).
Mas para os portais isso é tratado como um apêndice do canal de “economia”. O Terra vai além e o sub-divide em “empresas”. Na Folha Online há ainda um link para “leia o que já foi publicado sobre os bancos”. Cabe uma pergunta: para os portais, tratar de reajuste salarial é ganho do trabalhador ou perda para os bancos?
É uma impressão errada ou há no Brasil apenas uma campanha salarial em andamento? Ou apenas duas por ano? Será que um canal dedicado ao mundo do trabalho não daria audiência o suficiente para ter um link na home de cada portal? A questão é ideológica ou puramente de audiência?
Não, essa conversa de reivindicação, de luta e outras coisas ligadas ao movimento sindical está em segundo plano. Não tem como negar que os bancários pararam a Paulista, mas para quê falar da reivindicação se podemos puxar pelo trânsito?
Aí, é claro, sem ter um canal específico para as lutas dos trabalhadores não há como mediar a audiência. E se não tem audiência não tem espaço, não é mesmo?
Seja como for, a pessoa procura nos canais desses portais a oportunidade de mudar de emprego ou até de profissão. Mas não de conhecer profundamente a categoria.Vou encaminhar a pergunta aos portais e vamos esperar por respostas.








