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Do outro lado do telefone
Posted on dezembro 1st, 2008 No commentsAté agora não vi uma única notícia na internet com a visão do trabalhador de telemarketing. Sites, portais e outros só dão a visão de melhora do sistema para o usuário, mas será que a voz, do outro lado da linha, será penalizada.
Em uma nota assinada pelo presidente da CUT-PE, no site da CUT, Sergio Goiana, ressalta que há mais de 400 mil trabalhadores no setor. “Ao falarem pelo telefone, eles têm que seguir em muitos casos um script predeterminado e são rigidamente supervisionados, já que toda a conversa é gravada. A conseqüência dessa pressão já pode ser observado nos índices de doenças ocupacionais. Dentro desse contexto, a pior solução foi dada pelos proprietários desses serviços: demitir funcionários, repor a mão-de-obra, constantemente, e deixar para Previdência Social o grande prejuízo de funcionários afastados de suas funções, trazendo mais ônus para o combalido caixa previdenciário. Muitas dessas empresas agem com “mão de ferro” contra os homens e mulheres, desrespeitando inclusive as Leis Trabalhistas vigentes. O Governo Federal precisa intervir contra esses abusos e desmandos”, diz Goiana.
Portanto, é preciso ter uma contrapartida social e a sociedade, da mesma forma que reclama dos serviços prestados pelas empresas, precisam agora cobrar das mesmas funcionários qualificados e sem problemas de saúde ou pressão.
Não conhecia nenhum sindicato exclusivo de operadores de telemarketing. Em uma rápida busca pelo google (rápida mesmo) achei o Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing) de São Paulo, filiado à CTB. Mas não havia nenhuma nota na home sobre o assunto. Nem no site da CTB, da qual é filiada).
Já o Sinttel-Rio, ligado à CUT, coloca em seu site um abaixo-assinado pedindo a aprovação do projeto de lei 2673, que está na Câmara Federal desde dezembro de 2007, e que regulamenta o trabalho no setor. De acordo com o site, são quase um milhão de operadores em todo o país, a maioria mulheres, entre 18 e 24 anos e tem nesta atividade seu primeiro emprego.
Em resumo, será que esta nova lei vai trazer também melhorias para quem trabalha no setor ou ainda mais pressão e falta de respeito com o operador? Fica uma boa pauta para os jornais, sites…
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Centrais preferem Joomla
Posted on novembro 27th, 2008 No commentsAs centrais sindicais brasileiras utilizam o Joomla em seus portais. Das seis centrais pesquisadas, CUT, CTB e Força Sindical. O Joomla é um CMS (sistema de gerenciador de conteúdo) capaz de ser utilizado por diversos atores e com múltiplas funcionalidades. Foi feito para ser simples, a qualquer usuário que queira publicar um texto, foto ou vídeo sem a necessidade de muitos conhecimentos em internet e que dispensa gastos com atualizações rotineiras.
Há por aí outros CMS como o Drupal, Mambo, Wordpress, Xoops (em linguagem PHP) e Django e Plone, estes dois últimos escritos em linguagem Python. O bom destes sistemas é que são em código aberto, ou seja, você não paga por licenças, só pela customização para o seu site a uma empresa que já trabalhar em seu projeto. Uma boa introdução para o tema pode ser conferido aqui. E todas as atualizações são feitas por comunidades de usuários que ajudam a melhorar o produto final.
A dica acima vale para os dirigentes sindicais que querem melhorar a sua comunicação, gastando apenas com as especificidades necessárias para melhorar. Tem dúvidas de qual é o melhor? Ou não entendeu nada? Deixe seu comentário que responderei.
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Marcha para Brasília e as centrais
Posted on novembro 19th, 2008 No commentsEste ano a quinta edição da Marcha Nacional da Classe Trabalhadora acontecerá no dia 3 de dezembro, em Brasília, com o tema Pelo “Desenvolvimento e Valorização do Trabalho”.
Veja abaixo o que cada central sindical participante fala sobre o protesto:
“O Brasil terá voz decisiva na construção desse novo arranjo internacional se for capaz de propor uma agenda viável para o enfrentamento da pobreza e da concentração de renda. Em parte, isso está em curso no nosso país. Mas, é preciso avançar muito mais. O Movimento Sindical dos Trabalhadores está pronto a exercer papel ativo e ser importante referência na construção desta nova ordem econômica e social”, diz a nota assinada pelas centrais no site da CGTB.
“Proclamamos que os ricos devem pagar a conta da crise, mas não devemos esperar que isto ocorra espontaneamente. É preciso lutar para evitar que o ônus recaia sobre os trabalhadores e trabalhadoras. A marcha deve ser um momento alto desta luta. Daí a necessidade de uma grande mobilização”, afirma a nota da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
“Queremos também uma nova forma de regulamentar o sistema financeiro, para impedir que os mesmos especuladores de sempre e os aventureiros continuem atrapalhando a vida daqueles que trabalham para viver e para transformar o Brasil naquele país com que todos sonhamos”, diz Artur Henrique, presidente nacional da CUT.
“A Marcha é um importante instrumento de organização e luta dos trabalhadores, principalmente neste momento incertezas na economia mundial”, diz Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical.
“Essa mobilização visa a pressionar os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário , para a ampliação de direitos para os trabalhadores e , por isso destaca a importância do envolvimento de todos”, afirma José Calixto Ramos, presidente da Nova Central (NCST).
“Com as Marchas de 2004, 2005, 2006 e 2007 garantimos importantes conquistas, como o maior aumento do salário mínimo por exemplo, agora, com o mesmo espírito de unidade, vamos cobrar do Congresso Nacional e do Governo Federal novos avanços que valorizem os trabalhadores e as trabalhadoras”, diz Ricardo Patah, presidente da UGT, União Geral dos Trabalhadores.



